Ferrugem asiática é identificada no Paraná e preocupa produtores 1024 576 Atua Agro
Ferrugem asiática é identificada no Paraná e preocupa produtores

Ferrugem asiática é identificada no Paraná e preocupa produtores

A presença de esporos do patógeno e a ocorrência da doença em algumas localidades foram apontadas pelo Alerta Ferrugem (IDR-Paraná) e Consórcio Antiferrugem (Embrapa)

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é uma das doenças mais temidas pelos produtores de soja. Ela pode causar danos de até 90% dependendo da intensidade e severidade com a qual se manifesta na lavoura e tem um custo médio de US$ 2,8 bilhões ao ano. Para realizar o controle preventivo e eficiente no momento adequado a fim de evitar prejuízos, os sojicultores precisam estar sempre alertas à presença do patógeno no ambiente.

Até o dia 28 de dezembro de 2020, o sistema Alerta Ferrugem do IDR-Paraná havia identificado 11 localidades que registraram a presença de esporos da doença no ar. Até agora (fevereiro/2021), a quantidade ultrapassou 130 pontos no mapa do estado. É importante frisar que a identificação de esporos não significa necessariamente a presença da doença nas plantas da lavoura, mas sim a existência do patógeno no ambiente.

Mapa do monitoramento realizado pelo IDR-Paraná (consultado em 4 de fevereiro de 2021)

 

Por outro lado, segundo o monitoramento do Consórcio Antiferrugem da Embrapa, foram identificados até o momento 51 focos da ferrugem asiática em lavouras das seguintes cidades do Paraná: Apucarana, Arapoti, Boa Ventura de São Roque, Cafelândia, Califórnia, Cambira, Candói (2 ocorrências), Cantagalo, Carambeí, Cascavel (2 ocorrências), Castro (5 ocorrências), Chopinzinho, Clevelândia, Corbélia, Coronel Vivida, Cruzmaltina, Fênix, Goioerê, Goioxim (2 ocorrências), Guamiranga, Guarapuava, Itapejara do Oeste, Ivaiporã, Juranda, Lapa, Londrina (3 ocorrências), Mamborê, Mangueirinha, Mauá da Serra, Palmas, Palotina (2 ocorrências), Pitanga (2 ocorrências), Quarto Centenário (2 ocorrências), Roncador, Santa Maria do Oeste, São José da Boa Vista, São João do Ivaí, Terra Roxa e Vitorino. O mapa também aponta cerca de 54 outras localidades com a presença de esporos no estado.

Entenda como funciona o monitoramento

O sistema Alerta Ferrugem, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), é uma das melhores ferramentas de monitoramento da ferrugem asiática da soja do mundo. São 248 pontos de coleta de esporos em aproximadamente 200 municípios paranaenses. O equipamento é instalado em pontos estratégicos de propriedades rurais e detecta a presença de esporos do fungo responsável pela doença.

Já o Consórcio Antiferrugem foi criado em 2004 pela Embrapa como estratégia de transferência de tecnologia para a ferrugem asiática da soja. O Consórcio conta com aproximadamente 100 laboratórios cadastrados em todo o Brasil (sendo 37 no Paraná), capacitados para identificar a doença. Em sua página, é possível acompanhar o monitoramento da ferrugem em tempo real.

Se por um lado o Alerta Ferrugem faz a identificação dos esporos no ar, por meio de coletores, o Consórcio Antiferrugem faz a identificação dos esporos e da doença nas plantas. Dessa forma, é importante correlacionar as informações de ambas as fontes para uma visão mais completa do cenário da doença no estado.

Boas práticas contra a ferrugem asiática da soja

Nos locais em que foi identificada a presença de esporos no ar, a recomendação é que os produtores intensifiquem os trabalhos de monitoramento nas lavouras através da inspeção de folhas de soja e, junto ao seu corpo técnico, busquem orientações quanto a necessidade da aplicação de fungicidas.

Além dos dados obtidos pelo coletor, a decisão sobre o momento de aplicação deve ser baseada na inspeção foliar, estádio da cultura e condições climáticas. O produtor deve ficar atento, pois o atraso na aplicação de fungicidas pode acarretar em redução da produtividade, caso as condições climáticas favoreçam o progresso da doença.

No geral, as estratégias de controle da ferrugem asiática devem ser iniciadas na entressafra com o manejo das plantas de soja: se houver a possibilidade da germinação de plantas voluntárias durante esse período, elas precisam ser dessecadas ou eliminadas mecanicamente. Deve-se também adotar o vazio sanitário para reduzir a quantidade de inóculo na entressafra.

Outra alternativa é a utilização de cultivares de ciclo precoce e com maior tolerância genética. As variedades de ciclo precoce atingem a maturação e são colhidas mais rapidamente, ficando menos tempo expostas à doença. Já a maior tolerância genética refere-se à capacidade da planta em produzir bem, mesmo com o ataque do fungo.

O uso dos fungicidas como ação preventiva também é uma das boas práticas agrícolas recomendadas no campo, já que a proteção da lavoura antes mesmo das doenças aparecerem é fundamental para a produtividade.

É recomendado que a aplicação dos fungicidas sejam realizadas na fase reprodutiva 45 dias após a semeadura utilizando uma solução fungicida sistêmica aliada a um fungicida multipotente, proporcionando uma performance superior para a lavoura.

Uma das combinações assertivas nesse caso é o uso de Elatus + Cypress, os fungicidas da Syngenta que proporcionam a proteção completa do campo no início da fase reprodutiva, antes mesmo que as doenças se manifestem.

Elatus é o fungicida sistêmico com dois poderosos princípios ativos (Carboxamida e Estrobilurina) que possui alta seletividade e amplo espectro, oferecendo performance superior logo nas primeiras aplicações.

Cypress é o fungicida multipotente de amplo espectro que funciona como uma ferramenta coringa na proteção do campo devido à combinação de dois triazóis que agem de forma eficaz contra o complexo de doenças.

Atua Agro: sempre ao lado do produtor

Agir rápido e utilizar soluções e tecnologias de qualidade é imprescindível para enfrentar as ameaças e obter boa produtividade na lavoura de soja. Além das soluções da Syngenta para enfrentar os desafios diários do campo, a Atua Agro tem como compromisso o sucesso do agricultor e busca atuar em parceria com ele em todos os momentos.

Além de contarmos com um portfólio completo de fungicidas para o controle da ferrugem asiática, também investimos em levar conhecimento aos agricultores e oferecemos assistência técnica personalizada para ajudá-los a tomarem as melhores decisões visando a produtividade e rentabilidade da lavoura. Esperamos você na Atua Agro mais próxima!

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