Milho safrinha: cuidado com as pragas iniciais e doenças! 1024 576 Atua Agro
Para assegurar a boa rentabilidade do milho na segunda safra, os produtores devem ficar atentos ao aparecimento de insetos e patógenos

Milho safrinha: cuidado com as pragas iniciais e doenças!

Para assegurar a boa rentabilidade do milho na segunda safra, os produtores devem ficar atentos ao aparecimento de insetos e patógenos, a fim de realizar o manejo rápido e assertivo

Cada vez mais produtores têm investido no plantio de milho de segunda safra, cultivado logo após a colheita da soja. Ano a ano, a safrinha registra um aumento expressivo da sua área produtiva e vem se tornando mais relevante: atualmente, ela representa a maior área plantada e o maior volume de grãos de milho produzido pela agricultura brasileira.

De acordo com o último levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estima-se que a área plantada de milho safrinha para 2020/21 atinja 14,8 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 7,9% em relação ao exercício anterior. A produção esperada é de 82,6 milhões de toneladas, representando incremento de 10,1% em comparação à safra passada.

Além de oferecer boa rentabilidade, o cultivo do milho safrinha possibilita o uso mais racional dos fatores de produção, como a terra, os maquinários e a mão de obra. Tudo isso em um período ocioso do ano, no qual o preço do grão costuma ser maior em comparação ao período de safra de verão e, frequentemente, com um menor custo de produção.

Apesar dos bons resultados, a expansão da fronteira agrícola aliada às mudanças climáticas aumenta a incidência de pragas e doenças que, se não forem controladas de forma rápida e assertiva, podem provocar muitos prejuízos para a cultura. Para manter as produtividades elevadas, são necessários alguns cuidados com esses insetos e patógenos, principalmente na fase inicial.

Pragas do milho safrinha

São várias as pragas que incidem com maior frequência no período de cultivo do milho safrinha. A seguir, vamos abordar três delas com maior destaque.

Percevejo-barriga-verde

(Dichelops furcatus)

O percevejo-barriga-verde é capaz de causar danos irreversíveis à cultura do milho

O percevejo-barriga-verde pode causar danos irreversíveis à cultura

O percevejo-barriga-verde é capaz de causar danos irreversíveis à cultura do milho. Ele ataca a soja no final do ciclo e permanece na palhada e/ou em plantas hospedeiras após a colheita, podendo hibernar por meses sem a necessidade de se alimentar. Em seguida, com o plantio da safrinha, o inseto ataca as plântulas do milho.

É uma praga sugadora que, com o seu estilete bucal, perfura e suga a seiva da planta, enfraquecendo-a. Conforme a cultura se desenvolve, formam-se áreas necrosadas no sentido transversal da folha, que podem dobrar na região danificada.

Com o ataque, a evolução das plantas fica comprometida, apresentando um sintoma chamado “encharutamento” ou “enrosetamento”. Em ataques severos, pode ocorrer, ainda, o superperfilhamento e a morte das plantas, que consequentemente levam à queda da produtividade e da qualidade dos grãos.

Lagarta-elasmo

(Elasmopalpus lignosellus)

A lagarta-elasmo é uma das principais pragas iniciais do milho, com alto potencial destrutivo

A lagarta-elasmo é uma das principais pragas iniciais do milho

A lagarta-elasmo é uma das principais pragas iniciais do milho, com alto potencial destrutivo. Os primeiros 30 dias após a emergência das plantas são os mais críticos para o ataque do inseto que, inicialmente, alimenta-se do caule e das folhas jovens, causando o enfraquecimento, o tombamento e até a morte da planta.

Depois, essas pragas descem para o solo e penetram no colo, provocando uma galeria ascendente que destrói o ponto de crescimento do milho. Devido ao seu ataque, ocorre primeiramente a morte das folhas centrais, sintoma denominado “coração morto”.

Lagarta-do-cartucho

(Spodoptera frugiperda)

A lagarta-do-cartucho tem grande potencial de destruição e alta voracidade

A lagarta-do-cartucho tem grande potencial de destruição e alta voracidade

A lagarta-do-cartucho adulta tem coloração que varia entre marrom, verde e preto, com um característico Y invertido na parte frontal da cabeça, e tem grande potencial de destruição e alta voracidade. Quando recém-eclodida, ela se alimenta de tecido verde, realizando a raspagem nas folhas.

Quando está completamente desenvolvida, começa a realizar orifícios nas folhas, podendo atacar as plântulas, as espigas e perfurar a base da planta, atingindo o ponto de crescimento e provocando o sintoma de “coração morto”.

Veja também:

Doenças frequentes no milho segunda safra

Entre as doenças que geralmente incidem na segunda safra e que mais geram preocupação para os produtores, estão:

Ferrugem polissora

(Puccinia polysora)

O principal sintoma da ferrugem polissora é a apresentação de pústulas de coloração marrom

O principal sintoma da ferrugem polissora é a apresentação de pústulas de coloração marrom

A ferrugem polissora é uma doença considerada muito agressiva, capaz de causar danos econômicos de até 65% no milho. Na região Sul, ocorre com mais frequência no Estado do Paraná. O clima quente e úmido e as baixas altitudes são fatores favoráveis ao aparecimento da doença.

O principal sintoma é a apresentação de pústulas de coloração marrom, densamente distribuídas na face superior das folhas. Quando instalada na lavoura, ocasiona uma série de danos às plantas, como a redução da área foliar; diminuição do vigor e do peso dos grãos; acamamento; e, em cultivares suscetíveis, pode ocorrer a morte prematura da planta de milho.

Mancha branca

(Phaeosphaeria maydis)

A ocorrência da mancha-branca é favorecida pela semeadura tardia e pela ausência de rotação de culturas

A ocorrência da mancha-branca é favorecida pela semeadura tardia e pela ausência de rotação de culturas

Considerada agressiva e de alta disseminação, a mancha branca pode causar perdas de produtividade superiores a 60%. Os sintomas iniciais são manchas cloróticas, de formato circular e com aspecto de encharcamento. Essas manchas crescem, tornam-se esbranquiçadas ou com aspecto seco e apresentam margens de cor marrom, causando severa queda na produtividade.

A ocorrência dessa doença é favorecida pela semeadura tardia e pela ausência de rotação de culturas. Além disso, o fungo é necrotrófico, podendo permanecer em restos culturais de plantas infectadas. É disseminada através do vento e de respingos de chuva.

Cercosporiose

(Cercospora zeae-maydis)

A cercosporiose leva à perda de área foliar

A cercosporiose leva à perda de área foliar

A cercosporiose está presente em praticamente todas as áreas de cultivo de milho e é uma das doenças mais importantes da cultura, pois pode causar perdas superiores a 80% quando em condições favoráveis.

Os indícios da doença são manchas retangulares de coloração acinzentada (necrosada), que se desenvolvem paralelamente às nervuras. Lesões mais jovens geralmente apresentam um halo amarelado se observadas através da luz.

A doença leva à perda de área foliar, podendo implicar a diminuição da produção dos fotossintatos, que contribuem para enchimento de grãos. Consequentemente, isso acarreta a diminuição drástica da produtividade. Em ataques mais severos, pode ocorrer acamamento das plantas de milho. A cercosporiose é disseminada através de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva.

Manejo eficiente de pragas e doenças no milho safrinha

O milho safrinha exige maior atenção no controle fitossanitário por conta das condições climáticas no período de semeadura, que favorecem o estabelecimento de determinadas pragas e doenças. O uso de diferentes iniciativas de manejo contribui para a máxima produtividade da cultura e promove a manutenção das tecnologias adotadas.

A primeira ação necessária para produzir o milho safrinha de maneira eficiente é realizar o planejamento agrícola, que se inicia ainda na cultura anterior, uma vez que a colheita deve ser realizada o quanto antes para aproveitar o período de temperaturas favoráveis e as chuvas.

É na fase inicial da cultura de milho que os ataques são mais prejudiciais, portanto, a proteção da lavoura deve começar antes mesmo do plantio, com o tratamento de sementes. Essa tecnologia consiste na aplicação de defensivos químicos diretamente nas sementes, promovendo o controle de pragas e doenças iniciais na plantação, ou seja, no período mais crítico da lavoura. Além de reforçar a proteção, a estratégia pode evitar gastos adicionais no decorrer da lavoura.

Depois de a cultura ser estabelecida, o monitoramento constante da lavoura é necessário para identificar e acompanhar o surgimento e a evolução de pragas e doenças. Esse reconhecimento é fundamental para a tomada de decisão em relação ao momento adequado para aplicar os defensivos agrícolas ou outras estratégias de manejo.

Por meio do monitoramento, o produtor consegue identificar a necessidade de entrar com o controle químico, por meio da aplicação de inseticidas e fungicidas voltados para o manejo específico das pragas e doenças presentes na lavoura. Essa é uma das medidas mais eficientes de controle a fim de assegurar melhores condições de desenvolvimento da cultura e, consequentemente, melhores resultados para os agricultores.

Controle químico com soluções Syngenta

No momento do plantio, o milhocultor pode aliar bons índices de produtividade e rentabilidade a partir da escolha de sementes de qualidade, tratadas com soluções da Syngenta.

Fortenza Duo é o mais poderoso tratamento de sementes inseticidas, com amplo espectro de manejo de pragas iniciais. Composto pela combinação dos produtos Fortenza e Cruiser, oferece controle superior para pragas acima e abaixo do solo.

Outra solução para o tratamento de sementes é Maxim Quattro, desenvolvido especificamente para o manejo de doenças iniciais na cultura de milho. Conta com uma mistura de quatro ingredientes ativos, propiciando um maior espectro de controle de patógenos.

Também voltado para o TSI (tratamento de sementes industrial), Cruiser Turbo é a solução que atua com alta performance no controle de insetos sugadores e possui bioestimulante para impulsionar a produtividade, gerando melhor enraizamento e nutrição da planta.

Dentre os inseticidas disponíveis para controle de percevejos do milho, Engeo Pleno S se destaca pela sua exclusiva tecnologia que protege os ingredientes ativos em microcápsulas e controla a liberação do produto, proporcionando proteção prolongada e manejo de ninfas e adultos.

No controle das doenças do milho, o produtor pode contar com Priori Xtra. A aplicação do fungicida sistêmico é capaz de fornecer  efeitos fisiológicos benéficos às plantas. Além disso, o produto oferece amplo espectro de controle; sistemicidade e rapidez na translocação; e efeito residual prolongado, protegendo a lavoura por mais tempo.

Atua Agro: sempre ao lado do produtor

Agir rápido e utilizar soluções e tecnologias de qualidade é imprescindível para enfrentar as ameaças e obter boa produtividade e rentabilidade na lavoura de milho. Com um portfólio completo de soluções financeiras, digitais e agronômicas para o manejo da sua lavoura, a Atua Agro tem como compromisso o sucesso do agricultor, trazendo as melhores parcerias para a sanidade da plantação, do começo ao fim do ciclo. Confira a Atua Agro mais próxima de você!

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