Previsão climática aponta para boas produtividades dos plantios de verão no Rio Grande do Sul 1024 604 Atua Agro
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Previsão climática aponta para boas produtividades dos plantios de verão no Rio Grande do Sul

Segundo Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, estão previstas para os próximos meses frentes frias semanais que vão proporcionar chuvas, o que deve contribuir para boas produtividades. A exceção é o Sul do Estado, onde pode haver falta de chuvas no verão.

A agricultura de forma geral e o potencial produtivo das culturas estão totalmente relacionados às condições climáticas. Muita ou pouca chuva e temperatura muito alta ou muito baixa são fatores que interferem muito no desenvolvimento e no ciclo das lavouras. Não à toa, as previsões climáticas estão sempre sob o olhar atento dos produtores. Para o Rio Grande do Sul, onde grande parte dos agricultores trabalha com soja, milho e arroz no verão (e com trigo e aveia no inverno), as previsões climáticas para os próximos meses prometem.

“As chuvas estão muito boas e os plantios estão andando bem. A exceção é uma ou outra região do Sul do Estado, onde pode ter falta de chuva no verão. Na região Noroeste, que é a maior região produtora de grãos do Estado, as previsões são de frentes frias semanais, trazendo chuva. Então, os agricultores, no que depender do clima, devem obter boas produtividades. Ou seja, as condições climáticas são boas, assim como ocorreu nas safras de verão de 2018/2019.”, afirma Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima, consultoria especializada em previsões de tempo específicas para o setor de agronegócio. Também segundo ele, do ponto de vista meteorológico, o ano de 2020 não terá fenômenos naturais, como El Niño ou La Niña.

No Rio Grande do Sul, é preciso lembrar que as semeaduras de soja, milho e arroz sofreram atraso devido ao alto índice de chuvas. Porém, por conta das boas previsões climáticas para o verão, não deve haver inconvenientes, relacionados a chuvas e temperatura, para os índices de produtividade. O atraso no plantio, no entanto, requer outro tipo de atenção do produtor. Como exemplo, no caso da soja, com o atraso significativo na semeadura, o agricultor vai ter de antecipar as primeiras aplicações de fungicidas e também vai haver necessidade de pelo menos uma aplicação a mais durante o ciclo. Em relação a variedades de soja, vale mencionar que as sementes de ciclo maior, que requerem mais tempo no campo para atingir seu potencial produtivo, vão estar mais expostas a pragas e doenças, o que gera custos de produção.

Controle do clima

Em relação aos grandes plantios, controlar o clima seria impossível, já que seriam necessárias estufas, algo impensável em culturas que ocupam grandes áreas de solo. No entanto, Santos afirma que há medidas mitigatórias que podem auxiliar o produtor a lidar com condições climáticas desfavoráveis. Esse é o caso da escolha de sementes e a duração do ciclo das mesmas, fatores que colaboram para um planejamento de acordo com as previsões e condições climáticas de cada região.

A escolha da variedade de soja e do híbrido do milho pode levar em conta as questões climáticas no que diz respeito à arquitetura de planta. “Se a planta de soja tem um sistema radicular mais profundo, ela consegue buscar água mais fundo no solo e, portanto, depende menos da água da chuva. As plantas com menor área foliar dependem menos de água, já que precisam de menos energia para se desenvolver. No caso do milho, há plantas com arquitetura em forma de taça: com folhagem de mais de 45 graus e que captam mais energia e água de chuva.”, diz Santos.

O agrometeorologista explica ainda que, assim como o excesso de chuva atrasa os plantios, o mesmo ocorre com a ausência de chuva no Cerrado. “É preferível, no entanto, realizar a semeadura no que chamamos de plantio no pó, no solo extremamente seco, do que no solo muito úmido. Nessa situação, no plantio no pó, no entanto, é preciso ter certeza de que vai chover de forma satisfatória logo nos dias posteriores à semeadura, por que quando chove pouco, a semente incha e não nasce”.

Santos também afirma que atualmente, embora haja muita tecnologia empregada na agricultura, o clima sempre é o principal fator. “Dados científicos apontam que, no mundo, 73% das perdas de produção estão relacionadas à água, principalmente à seca. O segundo principal fator é a temperatura. Mas se houver chuva regular, a temperatura pode até ser alta, pois não será tão impactante nos cultivos. Porém, cada cultura tem características próprias e necessidades diferentes. Costumo dizer, de forma bem genérica e resumida, que o cenário perfeito para a agricultura seria sol pleno durante o dia e chuvas de 30mm a 40mm à noite a cada três ou quatro dias. Mas isso é um cenário ideial. A realidade, sabemos, é outra”.

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